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Respiração aeróbica |
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A respiração aeróbica é um conjunto de reacções bioquímicas em que o oxigénio é um aceptor final de eletrons e ao longo do qual a energia de moléculas orgânicas é, em parte, transferida para moléculas de ATP. Os tecidos vivos libertam dióxido de carbono gasoso que resulta da reacção de descarboxilação de metabolitos por acção de enzimas especificas - as descarboxílases. Simultaneamente, ocorrem reacções de oxidação por desidrogenação. As desidrogénases catalisam a desidrogenação do substrato que fica assim oxidado. A presença desse hidrogénio pode ser detectada experimentalmente, utilizando uma substância que facilmente se combine com ele, como o azul-de-metileno. O azul-de-metileno pode encontrar-se sob duas formas: oxidado (cor azul) e reduzido (incolor). Durante a respiração os compostos orgânicos, nomeadamente a glicose, são oxidados, sendo o hidrogénio recebido por um aceptor, que neste processo experimental irá ser o azul-de-metileno. Nas condições naturais da célula viva, o oxigénio desempenha a função do azul-de-metileno na experiência, ou seja, é o aceptor do hidrogénio, formando com ele água. Estes fenómenos são realizados ao longo de cadeias de reacções complexas, controladas por enzimas, havendo simultaneamente um aproveitamento progressivo de energia que vai sendo transferida. |
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